Assis Chateaubriand: Prefeito Marcel Micheletto é Alvo de Investigação do MP-PR por Favorecimento na Saúde; Veja Áudios e Mensagens
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) investiga o prefeito de Assis Chateaubriand, Marcel Micheletto, por um suposto esquema de favorecimento na saúde pública. Áudios e mensagens revelam irregularidades relacionadas a atendimentos privilegiados durante a campanha eleitoral, levantando sérias preocupações sobre o uso de recursos públicos e a ética na administração municipal.

Uma investigação do Ministério Público do Paraná (MP-PR) está levantando questões sérias sobre a política em Assis Chateaubriand, ao investigar denúncias de um suposto esquema de favorecimento no sistema de saúde pública. A queixa, apresentada por três cidadãos, aponta para o uso indevido de recursos públicos para fins eleitorais, com a oferta de agendamentos privilegiados, como exames, consultas e cirurgias, a eleitores e apoiadores do grupo político que atualmente governa a cidade.
O foco da denúncia recai sobre áudios e mensagens de WhatsApp de uma servidora comissionada que, na época dos acontecimentos, trabalhava no setor responsável pelos agendamentos na saúde. De acordo com a portaria que deu início à investigação, esses materiais revelam solicitações de atendimentos especiais, com interferências diretas de candidatos aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador.

O documento menciona especificamente o atual prefeito, Marcel Henrique Micheletto, que era Deputado Estadual durante as alegações, e sua esposa, a vice-prefeita Franciane Micheletto, que na época presidia a Câmara Municipal. O MP sugere que o casal teve influência direta nas irregularidades, “coagindo” a servidora a realizar liberações privilegiadas.
Além deles, outros candidatos a vereador, como Velândia, Leandro, Alessandro, Hemerson e Ademir, também foram citados, assim como apoiadores como Juan, Jonas e Cristiano Monteiro. A denúncia levanta sérias preocupações sobre a violação de princípios fundamentais da administração pública, incluindo legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência.
A investigação, registrada sob o número MPPR-0012.25.000367-5, sugere que as condutas podem ser caracterizadas como crimes eleitorais, como a corrupção eleitoral, além de outros delitos comuns. A denúncia também levanta a possibilidade de improbidade administrativa, mas o MP observa que a nova redação da Lei nº 8.429/92 (Lei nº 14.230/2021) restringiu o rol de atos de improbidade, de modo que, para que um ato seja considerado como tal, ele deve se encaixar exatamente em um dos incisos da lei.
Por essa razão, o MP decidiu encaminhar o caso à Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), entendendo que os fatos se configuram como crimes eleitorais, e um dos principais investigados, o prefeito Marcel Micheletto, possui foro privilegiado. O caso segue sob sigilo na Justiça, e a equipe de reportagem tentou entrar em contato com os citados para obter esclarecimentos, mas não obteve resposta até a publicação deste texto. O espaço permanece aberto para que os envolvidos possam se manifestar.
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Editor Chefe: Evandro Nicolao
Departamento Jurídico: Dr Moacir Vozniak
