Vazou: Conversas Entre Secretário e Diretores Confirmam que Não Existia Base Para Aumentar o IPTU em Cascavel

Vazou: Conversas Entre Secretário e Diretores Confirmam que Não Existia Base Para Aumentar o IPTU em Cascavel
Publicado em 24/01/2026 às 1:26

Você, nobre contribuinte de Cascavel, que já faz malabarismo para pagar as contas no fim do mês, prepare o bolso e o estômago. A Prefeitura decidiu aumentar o IPTU e a Câmara de Vereadores, numa demonstração de amor cego ao Executivo, carimbou a aprovação. Até aí, tudo normal na terra onde o poste faz xixi no cachorro. O problema é que descobrimos como essa salsicha foi fabricada, e o cheiro não é nada bom.

Fontes que tremem de medo de levar uma bronca lá na Secretaria de Finanças nos contaram a piada do ano. O projeto de lei que vai arrancar mais dinheiro da sua carteira foi enviado para votação sem estudo técnico nenhum. É isso mesmo. A Prefeitura mandou a conta e disse “depois a gente vê como justifica esse valor”. É o famoso método “confia no pai” de gestão pública.

A coisa fica ainda mais engraçada (ou trágica) quando olhamos para os bastidores. Imaginem a cena: um grupo de trabalho sério, com gente engravatada da SEFIN e SECOM reunida. Aí o Mozzart Piccolli, então Secretário de Comunicação, resolve fazer a pergunta proibida: “Escuta, cadê o estudo que prova que a gente precisa desse aumento?”.

O silêncio deve ter sido constrangedor. Porque a resposta que o Robson Fraga (Gerente de Tributação) e o Evandro Marcelo Teixeira (Diretor da Receita) deram foi digna de um show de comédia stand up. Eles admitiram, com todas as letras, que não tinha estudo pronto. Disseram que o tal documento técnico “ainda seria desenvolvido no futuro”. Ou seja, primeiro eles decidem garfar o seu dinheiro, depois eles inventam uma matemática qualquer para dizer que está certo. Genial, não?

Mas calma que melhora. Depois que alguém percebeu que pegar dinheiro do povo sem justificativa pega mal e pode até ser ilegal, parece que operaram um milagre. Dizem as más línguas que um “estudo técnico complexo” apareceu ou foi devolvido em menos de uma semana.

Vejam só a eficiência! A NASA leva meses para calcular a rota de um foguete, mas os técnicos de Cascavel conseguem fazer um levantamento tributário de uma cidade inteira em alguns dias, tudo no sigilo, sem ninguém ver. É um estudo fantasma: ninguém viu nascer, ninguém sabe quem fez direito, mas ele apareceu ali para salvar a pele de quem mandou o projeto.

E os nossos vereadores? Ah, esses merecem um prêmio. Aprovaram um projeto que impacta a vida de milhares de pessoas sem exigir a prova de que aquilo era necessário ou legal. A Lei de Responsabilidade Fiscal exige que se mostre o impacto financeiro, mas quem liga para a lei quando a ordem é arrecadar, certo?

No fim das contas, quem paga o pato e o IPTU é você. A Prefeitura brinca de “vamos aumentar e ver no que dá”, os gestores admitem internamente que não tinham base técnica nenhuma e depois tentam colar um relatório feito nas coxas para dizer que está tudo certo.

Cascavel não é brincadeira. Enquanto os servidores honestos precisam se esconder para contar a verdade por medo de perseguição, a máquina de moer contribuinte continua a todo vapor. Parabéns aos envolvidos por essa mágica tributária. O povo aplaude de pé, só que com a mão no bolso para ver se ainda sobrou alguma moeda.

Equipe

Editor Chefe: Evandro Nicolao

Departamento Jurídico: Dr Moacir Vozniak

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