Descarte Ilegal em Cascavel: A Polêmica Resposta do Secretário do Meio Ambiente

Após a recente denúncia sobre o aterro sanitário em Cascavel, o site Notícias Cascavel decidiu questionar o Secretário do Meio Ambiente, Ailton Lima. O secretário, em sua resposta, disse:

“A Beth, ou seja, a Secom, é o caminho para as informações oficiais da prefeitura. Desde meu primeiro dia de trabalho, sempre foi este o processo de resposta junto à imprensa. Estamos sempre à disposição, mas seguimos o fluxo operacional determinado.”
Ótimo, Ailton! Mas e as respostas sobre a situação do aterro?

Em julho de 2024, o contrato emergencial de coleta de lixo em Cascavel estava na bagatela de R$ 5.389.390,70. E, para evitar a interrupção do serviço (um verdadeiro milagre!), o contrato foi prorrogado por mais 12 meses. Esperamos que essa prorrogação não inclua um “sem fim” como algumas novelas por aí.
O Que Diz o Tribunal de Contas?
Em fevereiro de 2023, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) suspendeu a licitação para a coleta de lixo e limpeza urbana em Cascavel. O novo contrato, que tinha um valor estimado de R$ 1,2 bilhão para uma duração de 20 anos, deixou a população em dúvida sobre a eficiência dos serviços. Para complicar ainda mais, em 2024, as taxas de lixo variaram entre R$ 270,17 e R$ 1.675,60, aumentando a preocupação sobre o uso responsável desse recurso.
A Responsabilidade do Dinheiro Público
A taxa de lixo é um tributo obrigatório para todos os proprietários de imóveis. Então, o mínimo que se espera é um pouco de responsabilidade com o dinheiro do cascavelense. Afinal, estamos falando de milhões aqui! E, como se não bastasse, as irregularidades são tantas que não dá para acreditar.
A presença de amianto em vários locais do aterro é um verdadeiro pesadelo. Sabemos que o amianto pode causar:
- Câncer de pulmão
- Asbestose
- Mesotelioma

E, para piorar ainda mais a situação, temos o gesso, que é proibido em aterros sanitários. Por quê? Porque ele pode contaminar o solo e a água, além de desestabilizar o terreno. Sem contar que o gesso pode formar gás sulfídrico (H2SH_{2}SH2S), que é tóxico e inflamável. Ah, as maravilhas do descarte irresponsável!

A Pergunta que Não Quer Calar
Se o secretário não responde por isso, quem será responsabilizado? É algo inconcebível. O IAT e o Ministério Público precisam entrar em cena, fiscalizar e responsabilizar, porque, ao que parece, qualquer um pode entrar e sair do aterro, descartando o que bem entender.
Um verdadeiro show de horrores, não?
Equipe
Editor Chefe: Evandro Nicolao
Departamento Jurídico: Dr Moacir Vozniak
