A Gestão do Silêncio: O Nepotismo em Cascavel

A Gestão do Silêncio: O Nepotismo em Cascavel
Publicado em 28/03/2025 às 10:40

A Secretaria de Comunicação de Cascavel, liderada pela secretária Beth Leal, parece estar em um modo de “silêncio total” quando se trata de esclarecer questões pertinentes à administração pública. Na quarta-feira, às 13h56, o site Notícias Cascavel pediu um posicionamento sobre o cargo comissionado que Gelson de Oliveira Almeida, tio do presidente da Câmara, Tiago Almeida, ocupa na Defesa Civil desde fevereiro, com um salário de R$ 5.703,24. Mas, até agora, Beth Leal não deu sinal de vida. Será que ela está ocupada demais ou apenas evitando um pequeno detalhe que poderia ser considerado nepotismo?

E falando em nepotismo, o vereador Carlos Xavier, também do Republicanos, declarou em uma matéria para o jornalista Miguel Dias, na coluna “Preto no Branco”, a mais lida de Cascavel, que as nomeações seguem “critérios definidos pela legislação”. Ah, os critérios! Aqueles que, aparentemente, só são válidos para os outros. Nepotismo é a prática de favorecer amigos ou familiares em detrimento de candidatos mais qualificados, e isso, meus amigos, é absolutamente ilegal e antiético! Para quem não sabe, segundo a legislação, são considerados familiares cônjuges, companheiros e até parentes até o terceiro grau. Então, se Gelson de Oliveira é “apenas um tio”, isso não conta?

A secretária Beth Leal, que pertence à executiva do partido Republicanos de Cascavel, parece estar fazendo um ótimo trabalho em empurrar essa nomeação “para debaixo do tapete”. E quanto ao vereador Carlos Xavier, parece que para ele, tudo está absolutamente “nos conformes”. Enquanto isso, o presidente da Câmara, Tiago Almeida, também do Republicanos, se esquiva de responder às mensagens que buscam esclarecimentos. E não podemos esquecer que a presidente do partido é Odina Silva, a primeira-dama. Uma verdadeira orquestra do silêncio!

Cascavel está vivendo um momento de caos, onde o silêncio reina e o dinheiro público é tratado com uma irresponsabilidade digna de palhaçada. É hora de parar de rir e começar a exigir respostas. Afinal, quando a comunicação se torna um jogo de esconde-esconde, quem perde é a população. Que tal um pouco mais de transparência e um pouco menos de silêncio ensurdecedor?

Equipe

Editor Chefe: Evandro Nicolao

Departamento Jurídico: Dr Moacir Vozniak

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