“O Paraná denúncia Paranhos: ‘Segunda melhor cidade do Brasil’ custou milhões”

“O Paraná denúncia Paranhos: ‘Segunda melhor cidade do Brasil’ custou milhões”
Publicado em 17/07/2025 às 23:44

O respeitado jornal O Paraná, jornal impresso que circula ininterruptamente há 49 anos no Oeste, traz matéria nesta terça,15, mostrando que a premiação recebida por Cascavel, como SEGUNDO MELHOR MUNICÍPIO DO BRASIL, custou aos cofres do município DOIS MILHÕES E SEISCENTOS MIL REAIS.

Os leitores do Impacto já sabiam desta compra de título, infelizmente mentiroso. Queríamos todos que fosse de fato a segunda, ou a primeira cidade do país.

Todos aqueles que têm um mínimo de bom senso sabem que somos uma cidade extraordinária para viver e progredir, mas ainda temos um longo caminho a percorrer antes de atingir os níveis que a propaganda de um prefeito inescrupuloso, como Leonaldo Paranhos, fez as pessoas mais ingênuas acreditarem.

A matéria do O Paraná é muito mais completa que aquela que pudemos transmitir aos nossos leitores, por falta de tempo e espaço.

A contratação do Instituto Áquila, que estabeleceu os critérios da escolha, custou ao povo de Cascavel o valor milionário de R$ 2,6 milhões, sem licitação, para “serviços de assessoria” que não foram detalhados, nem explicam os motivos da contratação direta do Instituto Áquila em detrimento de outras empresas. O Paraná procurou funcionários do município que teriam recebido os tais “serviços técnicos”, mas ninguém do Paço soube responder quem recebeu, quando recebeu, muito menos o conteúdo da “assessoria”. Os empenhos de pagamento do valor milionário foram assinados pelo prefeito da época Leonaldo Paranhos, pelo diretor do Tesouro Ildo Belin e pelo Secretário de Finanças Edson Zorek.

QUANTO CUSTA UMA PREMIAÇÃO DESSAS?

São comuns em muitos municípios brasileiros essas práticas marqueteiras de compra de “diplomas”, “prêmios” e colocações mentirosas em rankings caça-níqueis. Jamais, porém, com preços como os pagos por Cascavel. Títulos como o tal “Segunda Melhor Cidade”, custam, no mercado da picaretagem, valores que raramente chegam aos R$ 50 mil. “Melhor Prefeito” é negociado por R$ 20 mil, “Melhor Vereador” tem preço de banana, algo em torno de R$ 2 mil. Alguém me disse que o ex-vereador Mello recebeu um picareta desses vendendo um “Vereador do Ano” por R$ 100, mais cinco pastéis sabor pizza. Mello achou caro e recusou.

Diversos prefeitos receberam propostas similares no passado: Salazar Barreiros pediu para um desses “vendedores” retirar-se do gabinete, por considerar a proposta ofensiva. Eu presenciei porque era secretário dele. Edgar Bueno conta, às gargalhadas, sobre as dezenas de propostas que recebeu, no mesmo sentido.

Uma investigação da Promotoria do Patrimônio Público, com rastreamento dos valores recebidos pelo tal Instituto Áquila, e sua destinação, poderia contar a história completa, mas existe pouca chance disso acontecer.

De qualquer forma, com prêmio ou sem prêmio, com ranking ou sem ranking, com falcatrua ou sem falcatrua, para nós que chegamos aqui há sessenta anos, e tivemos aqui nossa vida com alegrias e tristezas, Cascavel é sim o melhor lugar do mundo para viver. Não cobramos um centavo para espalhar isso.

O CUSTO REAL DA PICARETAGEM


O custo de R$ 2.600.000,00 , pago pelo Paranhos, é apenas uma parte do prejuízo que a brincadeira sem graça trouxe. Não é possível dimensionar o quanto foi desperdiçado na imprensa para propagandear a fake. Criação de outdoors, criação de áudios para rádios, criação de vídeos para televisão, etc…

Mais caro que tudo: a veiculação massiva em quase todos os órgãos de comunicação que se comprometessem a complementar a propaganda com opiniões, entrevistas e tudo o mais. Em determinados momentos, era difícil ligar um rádio, ou uma tevê, sem ouvir/assistir ao anúncio: somos a melhor blábláblá…

O Gaeco bem que poderia dar uma passada na Prefeitura para recolher o material que o Instituto Áquila entregou à prefeitura, em troca dos milhões que recebeu. Mas não vai, acredito eu. O Paranhos é secretário do Ratinho, eles têm medo de desagradar o nosso Governador.

Texto: Jornalista Mano Preisner

Jornal Impacto

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Departamento Jurídico: Dr Moacir Vozniak

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