Renato e Xavier Cumprem a Ordem de Paranhos: O Novo Trono de Fabiola Paranhos (ou Seria, Primeira-Secretária?)

Cascavel, PR – Enquanto a cidade tenta vislumbrar um futuro, o presente insiste em ser um espelho do passado, e com ele, a sombra de Leonaldo Paranhos continua a pairar pesadamente sobre o Paço Municipal, ditando o ritmo e o rumo de uma administração que se pretendia “nova”. Fontes fidedignas do terceiro piso, onde se desenham os destinos da cidade, relatam uma cena que beira o inacreditável: “Renato, monte a secretaria da mulher e coloque a Fabíola como secretária, se vire, quero isso para ontem”, teria bradado Paranhos, virando as costas e deixando a ordem pairando no ar como um decreto inquestionável.

Essa é a “democracia” operando em Cascavel? Um ex-prefeito com plenos poderes para nomear e desnomear, como se o mandato atual fosse apenas um adendo ao seu próprio? O episódio da Secretaria da Mulher, que agora surge como uma “prioridade urgente” por imposição, expõe a fragilidade da autonomia administrativa e a subserviência do executivo atual.
E no meio desse roteiro já escrito, entra em cena o líder do governo, vereador Xavier, com sua retórica esvaziada de propósito. Em pleno palanque legislativo, o vereador defende a “necessidade” de Cascavel ter uma Secretaria da Mulher. A acidez da situação não poderia ser maior: onde estava essa “necessidade” quando o município foi palco de um escândalo revoltante de abusos sexuais dentro de um CMEI? Naquele momento crucial, a voz do vereador e a ação da Câmara Municipal foram, no mínimo, ensurdecedoras. A inação diante de uma barbárie que clamava por justiça e proteção às crianças é um atestado de complacência que nenhuma secretaria de última hora pode apagar.

A verdade é dura e inconveniente: a Câmara Municipal e o próprio Paço estão, inegavelmente, no cabresto de Paranhos. Ele dita as regras, e os vereadores, eleitos para representar o povo, atuam como meros executores de uma pauta alheia, ou pior, de uma pauta que lhes é convenientemente imposta. Em um ano de mandato, a produção legislativa em prol da verdadeira Cascavel é pífia, quando não inexistente. Ah, mas farão algo, sim! Algo que atinge diretamente o bolso do cidadão: o aumento do IPTU, a conta que sempre sobra para o pagador de impostos, enquanto a cidade, ao invés de crescer e prosperar, se apequena a cada dia, refém de um jogo político onde os interesses de poucos falam mais alto que as necessidades de muitos.
Cascavel merece mais que um governo de faz de conta e uma câmara de eco. Merece autonomia, responsabilidade e, acima de tudo, respeito.
Equipe
Editor Chefe: Evandro Nicolao
Departamento Jurídico: Dr Moacir Vozniak
