R$ 250 Milhões em Dívidas: A fatura da crueldade aprovada pela Câmara que o cascavelense terá que pagar.

A cada dia que passa, a Câmara de Vereadores de Cascavel se supera na arte de produzir novidades que fariam qualquer roteirista de suspense morrer de inveja, especialmente aquelas conspirações arquitetadas ao “apagar das luzes” para que o povo, distraído com a própria sobrevivência, nem sinta o golpe.
Não é que os nossos ilustres representantes decidiram autorizar não um, mas dois empréstimos milionários para a Prefeitura? No total, são modestos R$ 250 milhões de reais — uma “merreca” dividida em um bloco de R$ 50 milhões e outro de R$ 200 milhões! Tudo aprovado convenientemente em meio à cortina de fumaça da votação do IPTU. E detalhe: a Prefeitura já torrou mais de R$ 70 milhões só em juros este ano, e ainda faltam R$ 16 milhões para fechar essa conta de desperdício. Ou seja, estamos pegando dinheiro emprestado para pagar os juros da nossa própria incompetência!
A ideia era que a artimanha passasse batida, mas o Notícias Cascavel, sempre atento ao jogo de cartas marcadas, notou essa manobra ardilosa que cheira a desespero. O que fica claro é que os cofres da Prefeitura de Cascavel devem estar mais vazios que prateleira de mercado em dia de promoção, o que nos faz perguntar: para onde foi todo o dinheiro dos impostos de 2025?
Será que o aumento absurdo do IPTU para 2026 é o balão de oxigênio para um governo que se sufocou em cargos comissionados e má gestão? As respostas o Prefeito Renato Silva e sua base aliada na Câmara não dão, mas a conta, essa nós já sabemos quem vai pagar.
É o cascavelense que se equilibra em ônibus lotado, é a mãe que vê o filho arder em febre em filas intermináveis de postos de saúde e o pai que espera sentado por uma vaga na escola que nunca aparece. Enquanto o povo se lasca no mundo real, os vereadores preferem o conforto do “cabresto” do Paço Municipal, agindo como se o dinheiro fosse brotar em árvore.
Resta saber com que cara de pau esses mesmos parlamentares vão bater à sua porta em 2028 pedindo voto; provavelmente usarão a mesma desculpa esfarrapada de sempre, contando com a amnésia coletiva. Mas o recado está dado: a festa dos milhões é deles, a mordomia dos indicados é deles, mas o boleto, com juros e correção monetária, já tem o seu nome escrito nele, caro contribuinte.
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Editor Chefe: Evandro Nicolao
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