A verdade por trás do cheque de R$ 17 milhões.

A verdade por trás do cheque de R$ 17 milhões.
Publicado em 22/12/2025 às 12:07

Se existe uma coisa que político gosta mais do que voto, é foto segurando cheque gigante de isopor. A imagem é linda: sorrisos alinhados, postura de “missão cumprida” e a manchete garrafal: “Câmara devolve R$ 17 milhões para a Prefeitura”. É de emocionar qualquer contribuinte desavisado. Mas, como dizem por aí, o diabo mora nos detalhes, ou, no caso de Cascavel, mora no porta-luvas vazio dos carros oficiais.

A incrível arte de economizar… esquecendo de pagar a conta Acontece que a mesma Câmara, tão eficiente em “poupar” milhões, aparentemente sofre de amnésia seletiva quando o assunto é o básico. Descobrimos que a frota de oito carros oficiais está no estaleiro. O motivo? Não, não é economia de carbono. É que “esqueceram” de renovar o seguro.

É isso mesmo. Temos R$ 17 milhões sobrando para devolver, mas não temos um calendário funcional para avisar que o seguro venceu. O resultado? Vereador tendo que ir para Curitiba com carro próprio (o horror!)e outro cancelando viagem para Foz do Iguaçu. A “economia” saiu caro para a logística, mas o que importa é a foto no Instagram, certo?

Retrospectiva do Caos Para quem tem memória curta, esse lapso do seguro é apenas a cereja do bolo de um ano administrativo “brilhante”. Vamos relembrar os melhores momentos:

A Seca dos Tanques: Tivemos a fase em que os nobres Vereadores ficaram a pé porque faltou combustível. Dinheiro tinha, mas gasolina não.

O Tapume de Estimação: Quem passava na frente da Câmara achou que estavam construindo uma pirâmide, já que o tapume na porta durou quase 90 dias. Talvez estivessem esperando o cimento secar ou apenas gostassem da decoração rústica.

Marketing nota 10, Gestão nota 0 A ironia é palpável. O marketing trabalha a todo vapor para vender a imagem de austeridade e competência com a devolução milionária. Mas, na prática, a Câmara de Cascavel parece aquela pessoa que compra um terno Armani, mas esquece de pagar a conta de luz e toma banho gelado.

A pergunta que a sociedade faz, enquanto curte a foto do cheque nas redes sociais, é simples: Como se devolve 17 milhões quando não se consegue gerenciar apólices de seguro e abastecimento? E mais importante: esse dinheiro “devolvido” vai virar o quê na mão da Prefeitura? Vai servir para pagar o seguro que a Câmara esqueceu?

Fica a dica: no ano que vem, antes de imprimirem o cheque gigante, imprimam um lembrete para pagar os boletos básicos.

Equipe

Editor Chefe: Evandro Nicolao

Departamento Jurídico: Dr Moacir Vozniak

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