Alô, Renato? Caixa Postal. Alô, Vereadores? Só em Fevereiro. Alô, IPTU? Presente!

O despertador irar tocar cedo nesta segunda-feira, dia 05. Para o cidadão comum de Cascavel, a festa acabou: é hora de bater o ponto, abrir a loja, pegar o ônibus e fazer a máquina da cidade girar. Mas, se você olhar em direção aos gabinetes refrigerados do poder público, o silêncio é ensurdecedor. A tal “volta ao trabalho” parece ser um privilégio exclusivo de quem paga a conta, não de quem a emite.
Nossos nobres vereadores, exaustos de tanto… bem, de tanto aprovarem aumentos de impostos, só devem dar as caras nas sessões plenárias em fevereiro. Até lá, o recesso é sagrado. Já o prefeito Renato Silva parece ter levado a sério demais a brincadeira de esconde-esconde. Ausência notada até no Show da Virada, o chefe do Executivo não emitiu nota, não deu tchauzinho para a população e, ao que tudo indica, segue incomunicável. Talvez esteja procurando onde foram parar as promessas da campanha de 2024, que, convenientemente, não sobreviveram à virada do calendário.
O Presente de Grego: IPTU Turbinado
Mas não se engane: mesmo “sumido”, o Prefeito se faz presente na caixa de correio de cada cascavelense. O ano de 2026 mal começou e já traz no seu encalço os carnês do IPTU, devidamente anabolizados com os 30% de aumento enviados pelo Executivo e carinhosamente aprovados pela quase totalidade da Câmara. É a eficiência pública funcionando perfeitamente, mas apenas na hora de cobrar.
Retrospectiva do Descaso
Se o futuro promete boletos mais caros, o passado recente deixa um gosto amargo. 2025 foi o ano em que a “Capital do Trabalho” flertou perigosamente com o título de “Capital da Impunidade”. Vimos uma CPI do abuso infantil que, com muito fermento político, acabou em pizza, servida fria para uma sociedade indignada. Assistimos a denúncias de nepotismo e a uma curiosa dança de consultorias entre a Prefeitura e professores da Univel.
O que esperar de 2026? Por enquanto, a única certeza é a conta que chega. O resto…As explicações, a transparência e a presença das autoridades, permanece um mistério que apenas os corredores vazios e as paredes do Paço Municipal e da Câmara poderiam responder, se falassem.
Enquanto isso, bom trabalho para você, contribuinte. Alguém precisa trabalhar para manter o “descanso merecido” de nossas autoridades.
Equipe
Editor Chefe: Evandro Nicolao
Departamento Jurídico: Dr Moacir Vozniak
