Do Céu ao Inferno em 12 Meses: Cascavel Despenca do 2º para o 75º Lugar no Brasil

Apertem os cintos, cascavelenses, porque o piloto sumiu e a aeronave “Capital do Oeste” perdeu altitude, e não foi pouca.
Quem tem boa memória, ou quem guardou os panfletos de campanha de 2024, lembra muito bem do conto de fadas que nos foi vendido. Até o final de 2024, vivíamos, segundo o marketing oficial, na segunda melhor cidade do Brasil para se morar. Era quase uma “Suíça paranaense”, onde o único problema devia ser escolher em qual parque linear passear. O jingle era bonito, as cores eram vivas e a promessa era de que o céu era o limite.
Corta para janeiro de 2026. O choque de realidade chegou, e ele não veio de carroça, veio a jato.
Segundo os dados atualizados do Instituto Aquila, a tal “vice campeã nacional” agora amarga a 75ª posição. Isso mesmo que você leu. Setenta e cinco. Não foi um tropeço, não foi um escorregão. Cascavel não caiu; Cascavel despencou de paraquedas sem reserva.
O que explica um município perder 73 posições no ranking de qualidade de vida em pouco mais de 12 meses? Será que as outras cidades do Brasil descobriram a pólvora e nós ficamos na idade da pedra? Ou será que a posição de “segunda melhor” era apenas uma ilusão de ótica muito bem paga com verba publicitária?
A verdade é que 2025 foi um ano “inesquecível” pelos motivos errados. Enquanto a população esperava a continuidade do “paraíso”, o que se viu foi uma cidade estagnada. Cascavel pouco andou. Na verdade, parece ter engatado a ré. Tivemos um ano marcado muito mais por escândalos, manchetes policiais e CPIs do que por obras estruturantes ou melhorias reais na vida do cidadão.
Onde estão as máquinas? Onde está a revolução urbana? Ao que parece, ficaram no vídeo da campanha.
O dado do site Aquila é um balde de água gelada na euforia do marketing. Ele nos obriga a fazer a pergunta que ninguém no poder quer responder: A Cascavel de 2024 era real ou era um cenário de papelão montado para ganhar eleição?
Se a cidade era tão magnífica há um ano, como ela se deteriorou tanto em tão pouco tempo? Uma queda vertiginosa para o 75º lugar sugere que os problemas estruturais, aqueles que o marketing esconde embaixo do tapete, finalmente começaram a cheirar mal.
Cascavel necessita urgentemente entrar nos trilhos. A “locomotiva do oeste” está descarrilando e, se continuar nesse ritmo de “já ganhou” misturado com inércia administrativa, ano que vem estaremos comemorando a entrada no “Top 100”, de trás para frente.

A propaganda pode até enganar por um tempo, mas os dados, e a realidade das ruas, são teimosos. Bem vindos a 2026, onde a maquiagem derreteu e a realidade é a 75ª posição. E aí, quem vai assumir a culpa desse tombo?
Equipe
Editor Chefe: Evandro Nicolao
Departamento Jurídico: Dr Moacir Vozniak

