Candidatura à Venda do Oeste ao Sudoeste: O Preço Cabia numa Mala

Candidatura à Venda do Oeste ao Sudoeste: O Preço Cabia numa Mala
Publicado em 19/01/2026 às 13:57

Dizem que a política é a arte do possível. Em Cascavel, no entanto, as coisas parecem roteiro de um filme dramático e exagerado, cheio de reviravoltas estranhas.

Há pouco mais de uma década, o cenário estava pronto. Tínhamos um candidato que prometia renovação, mas que no fundo era apenas um oportunista. Ele tinha o discurso pronto, a roupa alinhada e, principalmente, a ambição de quem já se via comandando a Prefeitura.

Mas o destino, ou talvez um telefonema misterioso, mudou seus planos. Ele foi convocado para uma viagem ao Sudoeste do Paraná.

Era um dia de muita chuva, um verdadeiro dilúvio. O candidato pegou a estrada, enfrentando a neblina, para uma reunião que não estava na agenda oficial. Ele foi encontrar pessoas desconhecidas no Sudoeste, uma região de gente brava e de acordos nem sempre transparentes.

O que aconteceu naquela sala fechada ninguém sabe ao certo. O fato concreto é o retorno.

Ele voltou de madrugada. A chuva ainda caía forte, deixando a estrada perigosa. O detalhe é que ele voltou diferente. A candidatura dele morreu em algum lugar da estrada, vítima de uma desistência repentina.

Mas ele não voltou sozinho.

No banco do passageiro, onde deveria estar um assessor ou uma pilha de panfletos, repousava ela: A Mala.

A mala viajou quieta, com o cinto de segurança afivelado, como uma passageira de luxo. O que havia lá dentro?

As fofocas correm soltas na cidade. Seria roupa suja? Improvável, pois político lava a roupa suja em público. Seriam livros? Político não costuma carregar tanto peso de cultura. Seriam documentos secretos? Talvez. Ou seria aquele argumento universal, empilhado em notas de dinheiro, capaz de convencer qualquer homem a desistir de um sonho em troca de uma vida rica e tranquila?

Aquele objeto no banco do passageiro representava o peso da renúncia. O falso candidato chegou em Cascavel, estacionou o carro e, naquele momento, estacionou também a sua carreira eleitoral. A mala saiu do carro e o candidato saiu da disputa.

Hoje, mais de dez anos depois, o mistério continua. Os desdobramentos foram surpreendentes. Quem ganhou e quem perdeu nessa história? Quem comprou o silêncio e quem vendeu a desistência?

Se a Netflix conhecesse o Oeste do Paraná, essa história já teria virado uma série de sucesso. Porque na ficção a trama precisa fazer sentido, mas na política de Cascavel ela só precisa caber numa bagagem de mão.

E a mala? Bem, dizem que malas não falam. Mas, às vezes, o silêncio delas faz um barulho ensurdecedor.

Equipe

Editor Chefe: Evandro Nicolao

Departamento Jurídico: Dr Moacir Vozniak

Clima
WhatsApp