Vereador Fão Viaja com Salário em Dia e Não Representa Cascavel ao Usar Bandeira Ilegalmente

Enquanto o trabalhador de Cascavel acorda cedo para encarar o ônibus lotado e a dura rotina de quem sustenta a economia local, o vereador conhecido como Fão do Bolsonaro parece ter encontrado uma nova vocação: o turismo de palanque. Em um vídeo recente ao lado de assessores o parlamentar estufa o peito para dizer que está indo representar Cascavel. A pergunta que circula nas redes sociais e nas ruas esburacadas dos bairros periféricos é simples e direta: ele diz representar quem exatamente?
A Bandeira Não é Adereço de Palco
A cena que mais choca no episódio não é apenas a tietagem explícita do vereador, mas a utilização da bandeira de Cascavel por um de seus assessores como se ela fosse um mero objeto de torcida organizada. É necessário lembrar ao vereador que a bandeira municipal é um símbolo institucional de todos os 368.195 habitantes e não um acessório de cenário para vídeos de autopromoção na internet.

O Artigo 37 da Constituição Federal veda de forma clara o uso de símbolos oficiais para promoção pessoal. O princípio da impessoalidade proíbe transformar o brasão de Cascavel em pano de fundo para ganhar popularidade ao lado de celebridades políticas. Tal atitude não demonstra apenas mau gosto, pois flerta com a ilegalidade e o desrespeito ao protocolo cerimonial. A bandeira de Cascavel pertence ao povo e não ao gabinete de um vereador que parece confundir o símbolo maior da cidade com material de campanha antecipada.
O Abismo entre o Vereador e o Povo
Cascavel é uma cidade pulsante feita de gente que luta. Enquanto essas pessoas aguardam atendimento nas UPAs lotadas ou pedem melhorias na infraestrutura de seus bairros, o vereador Fão recebe o pagamento feito com o dinheiro suado desses mesmos contribuintes e prefere passear.
O período de recesso ou as férias parlamentares deveriam servir para o legislador estar onde o problema existe. Ele deveria estar na ponta ouvindo a comunidade, fiscalizando o executivo e buscando soluções reais. Em vez disso, a população observa um agente político que prefere viajar para fazer número em eventos para os quais aparentemente nem convite oficial tinha. Ele busca desesperadamente os holofotes alheios para validar a própria relevância.
Cobrança nas Redes: A Voz da Insatisfação
A caixa de comentários do vereador não mente, pois a população cobra trabalho e não fotos. Os eleitores perguntam onde estão os projetos, a fiscalização e a presença nos bairros esquecidos. A resposta de Fão foi o silêncio do trabalho efetivo e o barulho da promoção vazia.








Afirmar que está representando Cascavel enquanto ignora as necessidades reais da cidade soa como insulto. O vereador precisa decidir se deseja ser um representante legislativo sério ou um influenciador digital pago com verba pública. Cascavel não precisa de políticos que usam a cidade como trampolim ou a bandeira como capa de herói. A cidade precisa de respeito e principalmente de trabalho. A caminhada que o povo espera do vereador Fão não é ao lado de deputados famosos em outros estados. O povo espera a presença dele nas ruas de terra e nos postos de saúde de Cascavel, pois é lá que a vida real acontece e onde o marketing não resolve os problemas.
Equipe
Editor Chefe: Evandro Nicolao
Departamento Jurídico: Dr Moacir Vozniak
