JUSTIÇA GARANTE LIBERDADE DE IMPRENSA: Tribunal nega censura e confirma vitória do “Notícias Cascavel” contra Instituto Aquila

JUSTIÇA GARANTE LIBERDADE DE IMPRENSA: Tribunal nega censura e confirma vitória do “Notícias Cascavel” contra Instituto Aquila
Publicado em 30/01/2026 às 13:19

Em decisão unânime, Tribunal de Justiça de Minas Gerais derruba tentativa de remoção de conteúdo e reforça que reportagens sobre o “Ranking das Cidades” são de interesse público e não contêm mentiras.

Por Redação Notícias Cascavel

O Jornal Notícias Cascavel obteve uma importante vitória judicial em defesa da liberdade de imprensa e do direito da população à informação. A 15ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negou provimento ao recurso interposto pelo Instituto Aquila de Gestão, que tentava, por meio de liminar, censurar e remover do ar as reportagens investigativas sobre o “Prêmio de Melhor Cidade” e o ranking de gestão municipal.

O Instituto Aquila tentava impedir a divulgação das matérias intituladas “Cascavel: A Verdade Sobre o Prêmio de Melhor Cidade!” e “Cascavel e o Prêmio das Melhores Cidades do Brasil: De 2ª para 129ª Melhor Cidade! O que Aconteceu?”, alegando que o conteúdo seria difamatório e conteria “condutas fraudulentas”.

No entanto, a Justiça foi taxativa ao rejeitar os argumentos do Instituto, confirmando que o jornalismo praticado pelo Notícias Cascavel está pautado na realidade e no interesse público.

Tribunal confirma: Não houve “Fake News”

A decisão da Relatora, Desembargadora Ivone Guilarducci, acompanhada integralmente pelos demais magistrados, desmontou a tese de que o jornal teria publicado mentiras. No voto, a magistrada destacou que, após análise das publicações, “não se identificam… imputações sabidamente falsas ou ilícitas”.

O tribunal reconheceu que, embora o tom das matérias seja crítico e severo, ele é necessário para o debate democrático. O texto do acórdão ressalta que o conteúdo questiona contratos administrativos e critérios de premiação, o que é “matéria de indiscutível interesse público”.

Vitória da Liberdade de Expressão

O julgamento reforçou que empresas que mantêm vínculos e contratos com entes públicos, como é o caso do Instituto Aquila, estão sujeitas ao escrutínio da imprensa. O Desembargador Monteiro de Castro, em seu voto, foi enfático ao defender o trabalho do Notícias Cascavel.

Segundo o magistrado, as reportagens não foram meros ataques, mas sim baseadas em documentos. Ele citou que a defesa do jornal apresentou “remissão a notas fiscais, a relatórios e a notícias de órgãos de controle”, o que afasta qualquer presunção de que se tratava de uma campanha difamatória.

A decisão judicial destacou que a remoção de conteúdo jornalístico (censura prévia) é uma medida extrema e irreversível, que só poderia ocorrer se houvesse prova cabal de mentira — o que não aconteceu.

O que diz a decisão? Pontos Chave

Para que o leitor entenda a importância desta decisão, destacamos os principais trechos do documento oficial do Tribunal de Justiça:

  • Veracidade das Informações: A justiça afirmou que não é possível dizer que as matérias são falsas. Pelo contrário, há base documental (notas e relatórios) sustentando as críticas.
  • Interesse Público: O tribunal decidiu que discutir como o dinheiro público é gasto em premiações e rankings é um direito da sociedade e dever da imprensa.
  • Fim da Censura: O pedido do Instituto Aquila para “compelir a ré a se abster de reproduzir os conteúdos” foi negado. A justiça protegeu o direito do Notícias Cascavel de continuar informando.
  • Jornalismo Investigativo: O Desembargador Monteiro de Castro reconheceu que o “embate narrativo” trazido pelo jornal está calçado em documentos, afastando a tese de dano à honra da empresa.

Compromisso com a Verdade

Esta decisão judicial não é apenas uma vitória do Notícias Cascavel, mas de todos os cidadãos que exigem transparência na gestão pública e nos prêmios que chancelam administrações municipais.

O Notícias Cascavel reafirma seu compromisso com o jornalismo sério, investigativo e corajoso. Continuaremos acompanhando e fiscalizando, amparados pela Constituição e, agora, por esta contundente decisão do Tribunal de Justiça.

Equipe

Editor Chefe: Evandro Nicolao

Departamento Jurídico: Dr Moacir Vozniak

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