Beto “Sem Obra” Guilherme: O presidente que não sabe o caminho da Cohavel continua no cargo por caridade política

Beto “Sem Obra” Guilherme: O presidente que não sabe o caminho da Cohavel continua no cargo por caridade política
Publicado em 06/02/2026 às 14:23

O recente anúncio das mudanças no secretariado da Prefeitura de Cascavel trouxe novidades para diversas pastas, mas foi a ausência de mudança em um cargo específico que chamou a atenção nos bastidores do paço municipal. Beto Guilherme permanece como titular da Cohavel (Companhia Municipal de Habitação de Cascavel), um “fico” que soa muito mais como castigo do que como prêmio por competência.

A permanência de Beto expõe uma ferida aberta na administração: o uso de cargos técnicos para pura acomodação política. Sem formação técnica adequada para gerir a complexa pasta da habitação, o presidente figura como uma peça decorativa na autarquia. O fato é de conhecimento público nos corredores do poder: Beto Guilherme raramente cumpre expediente na sede da Cohavel. Seu verdadeiro escritório parece ser o terceiro andar da Prefeitura, onde transita na esperança de estar próximo ao núcleo duro do poder, ignorando as demandas habitacionais que se acumulam em sua mesa oficial.

O sonho frustrado da Casa Civil


A insatisfação de Beto é palpável. Não é segredo para ninguém que seu verdadeiro objetivo era a chefia da Casa Civil. O cargo, no entanto, caiu no colo do Vereador Carlos Xavier. A escolha de Xavier, aliás, não deixa de ser irônica. O vereador carrega a duvidosa honra de ter recebido, simbolicamente, o “Troféu Puxa Saco do Ano” no final de 2025.

Perder a cadeira dos sonhos para quem tem a bajulação como principal competência deixou Beto Guilherme visivelmente chateado e, segundo fontes, sentindo se esquecido pela gestão que tanto defende. A Casa Civil exige articulação, mas a Cohavel exige trabalho, algo que parece não estar nos planos imediatos do atual presidente.

Gestão de obras próprias


A crítica à falta de capacidade técnica de Beto ganha contornos de escárnio quando se analisa seu portfólio de “realizações”. Enquanto a população aguarda projetos habitacionais robustos e soluções para o déficit de moradia, a única grande obra atribuída à gestão de Beto Guilherme nos últimos tempos foi, convenientemente, a reforma de seu próprio restaurante.

A prioridade dada aos empreendimentos privados em detrimento da função pública reforça a imagem de que a Cohavel virou um puxadinho político, servindo apenas para garantir o salário e o status de quem não encontrou espaço no primeiro escalão de fato.

Um futuro incerto


Resta saber até quando essa acomodação se sustentará. Manter um gestor insatisfeito, sem qualificação técnica e que comprovadamente prefere os corredores da Prefeitura ao seu próprio local de trabalho é uma aposta arriscada.

Por enquanto, Beto Guilherme segue na presidência da Cohavel, engolindo a seco a vitória de Carlos Xavier e tentando manter a relevância política. Mas em uma administração onde troféus de bajulação valem mais que currículo técnico, a cadeira de Beto pode estar muito mais instável do que ele imagina.

Equipe

Editor Chefe: Evandro Nicolao

Departamento Jurídico: Dr Moacir Vozniak

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