Ouça o áudio da denúncia: Servidores relatam clima de terror, coação e assédio moral na gestão do secretário Suco

Ouça o áudio da denúncia: Servidores relatam clima de terror, coação e assédio moral na gestão do secretário Suco
Publicado em 12/03/2026 às 11:59

Por Redação | Denúncias apontam para perseguição seletiva, intimidação a portas fechadas e cortes injustos de benefícios contra os servidores mais vulneráveis do município.

A máquina pública deveria ser o reflexo da impessoalidade e do respeito aos direitos dos trabalhadores. No entanto, um áudio bombástico que chegou com exclusividade à nossa redação nesta semana revela uma realidade obscura nos bastidores da Secretaria de Esportes. Liderada pelo secretário conhecido como “Suco”, a pasta é descrita por servidores como um ambiente onde imperam a coação, as ameaças e o assédio moral institucionalizado.

Atual Secretário Municipal de Esportes (SEMEL), conhecido como ‘Suco

(Nota da Redação: A voz no arquivo de áudio original foi modificada por nossa equipe de jornalismo para garantir o anonimato do denunciante e proteger sua integridade física e profissional contra quaisquer represálias por parte da chefia).

Ouça o áudio da denúncia (a voz foi distorcida para proteger a identidade da vítima/fonte)

O relato de quase três minutos é um desabafo contundente que escancara como a atual gestão da Secretaria de Esportes lida com seus funcionários. O modus operandi descrito na denúncia revela uma administração que usa as regras internas não para manter a ordem, mas como instrumento de intimidação psicológica, punindo desafetos e protegendo aliados.

O “Tribunal” a Portas Fechadas e a Punição Seletiva

Um dos episódios mais alarmantes narrados no áudio descreve uma verdadeira emboscada administrativa. Um servidor precisou se ausentar brevemente durante o expediente para pagar uma conta em uma lotérica. Embora seja uma falha passível de orientação, a resposta da Secretaria foi desproporcional e intimidatória.

O funcionário foi convocado para uma reunião fechada com quatro superiores simultaneamente: o secretário Suco, a chefia de Recursos Humanos (RH) e outros dois coordenadores do setor. O objetivo? Pressioná-lo a assinar uma advertência formal em um cenário claro de coação.

O trabalhador, no entanto, recusou-se a assinar o documento e expôs a hipocrisia da gestão. Ele questionou o motivo de estar sendo punido quando outro funcionário — que possui cargo de confiança e é ligado ao núcleo jurídico — também estava na mesma lotérica, no mesmo horário, e não sofreu qualquer sanção. Diante da exposição de que usavam “dois pesos e duas medidas”, a chefia recuou e o caso foi abafado.

“Se a regra é para um, tem que ser para todos”, reflete o denunciante, evidenciando o apadrinhamento político que contamina a pasta.

A Covardia Contra os Zeladores: A Corda Arrebenta do Lado Mais Fraco

Se a perseguição contra servidores administrativos já configura um grave desvio de conduta, a situação atinge o ápice da crueldade quando o alvo são os funcionários mais humildes da Secretaria de Esportes.

A denúncia aponta um ataque direto aos zeladores, trabalhadores fundamentais que cumprem jornadas de 8 horas diárias e recebem quatro vales-transporte por dia. Muitos desses servidores, para economizar tempo ou por morarem longe, optam por não voltar para casa na hora do almoço, alimentando-se nas próprias dependências do trabalho.

Em uma atitude mesquinha, existe a intenção por parte do RH e da gestão do secretário Suco de cortar dois vales-transporte diários desses funcionários. A justificativa, considerada injusta pelos trabalhadores, é de que eles estariam ‘lesando a prefeitura A contradição cruel, no entanto, aparece nos finais de semana: quando esses mesmos zeladores são convocados para cobrir eventos esportivos aos sábados e domingos, a Secretaria não fornece nenhum vale-transporte extra. O trabalhador é obrigado a tirar dinheiro do próprio bolso para se deslocar e servir à gestão.

Uma Gestão Que Precisa de Respostas

O áudio vazado é um pedido de socorro de trabalhadores que estão adoecendo sob uma gestão autoritária. Trancar um funcionário em uma sala com múltiplos chefes para forçar uma assinatura é técnica de intimidação. Cortar o vale-transporte de zeladores que ganham pouco, enquanto se faz vista grossa para as infrações do alto escalão, é o puro suco da imoralidade administrativa.

Equipe

Editor Chefe: Evandro Nicolao

Departamento Jurídico: Dr Moacir Vozniak

Clima
WhatsApp