Voo Direto Para a Impunidade: A Blindagem de Nelsinho Padovani a Paranhos na Investigação da Voepass

A busca por respostas sobre a tragédia da Voepass, que tirou a vida de sessenta e duas pessoas em agosto de dois mil e vinte e quatro, parece ter entrado em um tenebroso limbo político. O Deputado Federal Nelsinho Padovani, responsável pela relatoria da comissão externa que investiga o caso, acumula críticas pela estagnação dos trabalhos. Até o presente momento, a inércia injustificável levanta sérios questionamentos sobre quem a comissão pretende realmente proteger no Paraná.


A imprensa nacional, com destaque para a CNN Brasil e o site Notícias Cascavel, já escancarou o problema. Documentos obtidos por esses veículos expõem uma realidade alarmante: a Voepass operou no Aeroporto de Cascavel de forma irregular e sem contrato administrativo vigente entre março e junho do ano da tragédia. Pior ainda, as reportagens denunciaram a existência de documentos rasurados e com datas modificadas, evidenciando uma possível tentativa de encobrir falhas graves da gestão do ex-prefeito Leonaldo Paranhos na fiscalização aeroportuária.
https://istoe.com.br/voepass-operou-com-irregularidades-em-cascavel-e-prefeito-deve-ser-ouvido-por-comissao-na-camara-diz-site
https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/voepass-operou-em-cascavel-sem-contrato-mostram-documentos-obtidos-pela-cnn/
As Irregularidades e a Falta de Transparência
As denúncias apontam que a Transitar, autarquia vinculada à Prefeitura Municipal, permitiu o uso das áreas de embarque e manutenção pela Voepass mesmo assumindo oficialmente que não havia amparo legal. Quando o escândalo veio à tona, as assinaturas e as datas dos documentos apresentaram inconsistências grosseiras. Mesmo com provas contundentes de fraude e negligência por parte da administração municipal, a investigação conduzida em Brasília parou no tempo.
Diante desse cenário de caos administrativo, a população e as famílias das vítimas exigem respostas contundentes para cobranças que a comissão tenta abafar a todo custo:
- O que fez o Deputado Nelsinho Padovani? Como relator, ele elaborou pareceres que focaram em criticar a Agência Nacional de Aviação Civil e o clima adverso, desviando totalmente o foco das graves omissões ocorridas no solo de Cascavel. A relatoria se transformou em um verdadeiro escudo, blindando autoridades locais de qualquer responsabilização pública.
- Por que ele dispensou a ida de Paranhos a Brasília para depor? O ex-prefeito Leonaldo Paranhos era a autoridade máxima do município e o chefe do Executivo durante as irregularidades no aeroporto. A sua dispensa da comissão soa como uma manobra clara para evitar o desgaste de sua gestão e esconder as reais motivações por trás da falta de fiscalização.
- Por que os documentos rasurados não foram periciados? A fraude documental em órgãos públicos é um crime que exige respostas imediatas. Rasuras e modificações de datas deveriam acionar uma perícia técnica minuciosa. No entanto, a comissão de Padovani optou por ignorar as provas exibidas pela imprensa, preferindo não aprofundar uma investigação que fatalmente atingiria o alto escalão da administração de Leonaldo Paranhos em Cascavel.

A sociedade clama por justiça, mas recebe em troca um espetáculo de omissão. A recusa em convocar e cobrar diretamente o ex-prefeito Leonaldo Paranhos não é apenas uma falha processual, mas um desrespeito amargo à memória das vítimas. O Ministério Público precisa intervir com urgência, pois a verdade sobre as operações no terminal aeroportuário jamais poderá ser enterrada sob contratos adulterados e conchavos políticos.
Equipe
Editor Chefe: Evandro Nicolao
Departamento Jurídico: Dr Moacir Vozniak
