Cascavel Exige Soluções: Mais Uma Rua Completa Um Ano Sem Luz Sob a Gestão de Renato Silva – Veja o vídeo

O grito de socorro vem por meio de um áudio e um video de uma moradora revoltada. O cenário é de uma rua qualquer de Cascavel, mergulhada nas trevas há mais de um ano. Na gravação, a voz cansada relata uma verdadeira peregrinação burocrática: protocolos acumulados, ligações infinitas, promessas vazias e a luz que, na prática, nunca chega. No entanto, há algo que jamais falha e nunca apaga da fatura mensal do cidadão. A cobrança pontual e implacável da taxa de iluminação pública.
O Prefeito Renato Silva já ocupa o cargo há quase um ano e meio. Nas esquinas e nos bairros, a insatisfação ecoa de forma cristalina. A população perplexa já questiona abertamente os motivos da sua eleição e o que exatamente ele está fazendo nesta administração. Afinal, enquanto comunidades inteiras padecem no escuro, a máquina pública patina na própria ineficiência.
Para se ter uma ideia do absoluto descompasso, no ano passado, em pleno 2025, a prefeitura ainda estava realizando licitação para tentar comprar lâmpadas. Um atraso amador e injustificável para uma necessidade essencial e urgente que afeta diretamente a vida e a segurança das pessoas.
O Medo Caminha no Escuro
Pensemos na realidade dura que transcende os discursos oficiais. Imagine uma mãe de família, uma trabalhadora honesta que encerra seu expediente tarde da noite. Ela desce do transporte coletivo e precisa caminhar até a sua casa cortando trechos onde a única claridade vem da luz fraca do celular ou da lua.
A cada passo dado na escuridão absoluta, o coração acelera. O medo real de ser roubada, o terror iminente de ser violentada espreitam em cada sombra do caminho. Essa mulher, invisível aos olhos do poder público, carrega nos ombros o peso do descaso. O Prefeito parece simplesmente não pensar sobre isso. A vulnerabilidade extrema de quem caminha no escuro não entra nas planilhas do seu gabinete e parece não tirar o sono de quem tem a obrigação de cuidar da cidade.
A Máquina de Arrecadar em 2026
O aspecto mais cruel dessa tragédia urbana é o peso financeiro que recai sobre quem sobrevive nas trevas. Em Cascavel, neste ano de 2026, a Contribuição para Custeio da Iluminação Pública, a famosa COSIP, continua abarrotando os cofres do município de forma implacável.
Os números são alarmantes e pesam no bolso de quem trabalha:
- O Valor da Taxa: O valor cobrado na conta de luz varia conforme a faixa de consumo de energia de cada residência, mas representa um fardo pesado, punindo severamente o orçamento doméstico das famílias mais humildes.
- Arrecadação Exorbitante: Juntando o que é cobrado de cada cascavelense, a prefeitura recolhe uma média que ultrapassa três milhões e meio de reais todos os meses.
- Impacto Anual: São mais de quarenta milhões de reais ao ano arrancados diretamente do bolso da população.
O morador paga de forma religiosa por um serviço que, na sua porta, é um verdadeiro fantasma. Uma engrenagem de arrecadar dinheiro que não se converte em estrutura ou dignidade para quem mantém a cidade funcionando.
O Povo Exige Respeito
Cascavel pede respeito e clama por luz. Não se pode aceitar de forma passiva que a gestão municipal normalize o apagão das vias residenciais enquanto o dinheiro do povo é sugado sem qualquer piedade.
A comunidade exige muito mais do que números de protocolos gerados por um sistema digital frio. O cidadão exige a luz que lhe pertence por direito, a tranquilidade de poder retornar ao lar em paz e um governo que trabalhe de verdade, em vez de abandonar a sua própria gente na mais profunda escuridão.
Equipe
Editor Chefe: Evandro Nicolao
Departamento Jurídico: Dr Moacir Vozniak
