Vereador de Curitiba é alvo do Gaeco por suspeita de ‘rachadinha’; R$ 100 mil são apreendidos em malas

Vereador de Curitiba é alvo do Gaeco por suspeita de ‘rachadinha’; R$ 100 mil são apreendidos em malas
Publicado em 27/05/2026 às 7:35

Na terça-feira (26), a Câmara Municipal de Curitiba (CMC) foi palco de uma nova ofensiva do Ministério Público do Paraná (MP-PR) contra o desvio de recursos públicos. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a Operação Déjà-vu, tendo como principal foco o gabinete do vereador Lórens Nogueira (PP), investigado por suposto esquema de “rachadinha”.

Ao todo, os agentes cumpriram 13 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara de Garantias da Comarca da capital. Durante as diligências em endereços ligados aos investigados, as equipes localizaram duas malas contendo cerca de R$ 100 mil em espécie. Além do montante financeiro, foram recolhidos documentos e dispositivos eletrônicos que passarão por perícia do MP-PR.

Rastreamento do dinheiro A investigação apura o possível cometimento de peculato e outras práticas ilícitas (enquadradas nos artigos 312 e 316 do Código Penal). Segundo as autoridades, o inquérito contou com a técnica de “ação controlada”, autorizada pela Justiça, o que permitiu aos investigadores monitorar e identificar repasses financeiros diretos ao parlamentar. Os valores flagrados são compatíveis com a dinâmica do esquema ilegal em que servidores comissionados são obrigados a devolver parte de seus salários aos políticos.

O que diz a Câmara Municipal Por meio de nota oficial, a Câmara de Vereadores confirmou que liberou o acesso dos agentes às instalações do Legislativo tão logo a solicitação judicial foi apresentada. A Casa declarou que permanece à disposição para colaborar com as autoridades e prestar eventuais esclarecimentos, mas ressaltou que, até o momento, “não foi formalmente comunicada sobre os motivos da investigação”.

Por que Déjà-vu? O nome escolhido para a operação é uma referência direta à reincidência desse tipo de crime no cenário político. A expressão “déjà-vu” (sensação de já ter visto algo) ironiza as repetidas investigações conduzidas pelo Ministério Público envolvendo a apropriação indevida dos salários de assessores públicos por parte de seus superiores.

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Editor Chefe: Evandro Nicolao

Departamento Jurídico: Dr Moacir Vozniak

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