Notícias Cascavel Investiga Esquema de Compra de Votos Envolvendo Vereadores e Entidade.

Cestas básicas, descontos em refeições no dia do pleito e uso de entidades assistenciais estão no centro das denúncias. Cascavel não é uma cidade sem leis e a Justiça Eleitoral é implacável com a captação ilícita de sufrágio.
Por Redação Notícias Cascavel
A democracia pressupõe a liberdade de escolha, mas em Cascavel, relatos alarmantes apontam para uma prática nefasta que assombra o processo eleitoral: a exploração da miséria alheia em troca de poder. O portal Notícias Cascavel está conduzindo uma investigação jornalística aprofundada após receber uma série de denúncias graves envolvendo a suposta compra de votos por parte de vereadores e candidatos a cargos no Legislativo municipal. As investigações apontam que esses supostos crimes eleitorais ocorreram durante a eleição municipal de 2024.
Nossa equipe está nas ruas, conversando com moradores, checando informações e reunindo relatos que expõem como a vulnerabilidade social teria sido utilizada como trampolim político naquele pleito em diversos pontos da cidade.
O Raio-X das Denúncias
Até o momento, três frentes principais de denúncias chegaram à nossa redação, revelando um suposto esquema pulverizado de captação ilícita de votos na eleição de 2024:
Uso de Entidades e Distribuição de Alimentos: Uma das denúncias aponta que um candidato a vereador, agindo em conluio com uma entidade assistencial, teria distribuído cestas básicas em bairros periféricos e em um distrito de Cascavel, mascarando o crime eleitoral sob o manto da falsa filantropia.

O Caso do Vereador nos Bairros Quebec e XIV de Novembro: Conforme registrado e-mail recebido pelo nosso portal no dia 21 de maio de 2026, às 21h01, traz um relato direto e preocupante de um cidadão sobre o pleito de 2024. A mensagem questiona e denuncia abertamente: “O vereador é o ….? Ele fez muito isso no XIV de Novembro e no Quebec”. A denúncia refere-se à suposta entrega massiva de cestas básicas nestas localidades.

Desconto em Restaurante no Dia da Eleição: A terceira denúncia envolve um vereador eleito ou candidato que, valendo-se de seu próprio estabelecimento comercial (um restaurante), teria oferecido descontos em refeições exatamente no dia das eleições de 2024, uma manobra clara para angariar a simpatia e o voto de eleitores a caminho da urna.
O que diz a Lei: A Compra de Votos é Crime Grave
A legislação eleitoral brasileira é taxativa. O Artigo 41-A da Lei das Eleições (Lei nº 9.840/1999) define a captação ilícita de sufrágio de forma clara: o crime acontece quando um candidato, ou um intermediário a seu mando, doa, oferece, promete ou entrega qualquer tipo de bem ou vantagem pessoal ao eleitor em troca do seu voto.
As vantagens ilícitas mais comuns incluem:
Dinheiro em espécie;
Cestas básicas ou alimentos;
Combustível ou vale-gasolina;
Materiais de construção;
Promessas de emprego, cargos públicos ou funções;
Serviços como consultas médicas, exames, cirurgias ou pagamento de festas.
Importante: A lei estipula que apenas a promessa ou a tentativa de oferecer o benefício já configura o crime, mesmo que o candidato não entregue o que prometeu ou que o eleitor não chegue a votar nele. Tampouco é necessário que haja um pedido explícito de voto; bastam as evidências da intenção da troca.
A Justiça Pune: O Histórico de Cassações
Aqueles que acreditam na impunidade ignoram a jurisprudência implacável do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Candidatos que abusaram do poder econômico na eleição de 2024 ou em pleitos anteriores enfrentam punições severas. A sanção vai além da perda do diploma ou da cadeira no legislativo: o político condenado recebe multa e fica inelegível por 8 anos, enquadrado na Lei da Ficha Limpa.
No Paraná, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR) acumula um histórico recente de cassações por motivos idênticos aos relatados em Cascavel: vereadores que perderam seus mandatos por distribuírem cestas básicas, vales-combustível e materiais de construção em bairros carentes. O rigor da lei existe para garantir a lisura do pleito, e o fato de os crimes terem ocorrido em 2024 não impede que a punição chegue agora.
A Miséria Não Pode Eleger Políticos
Cascavel não é uma cidade sem leis. O cidadão cascavelense é trabalhador e merece respeito. A fome e a miséria não podem, em hipótese alguma, ser usadas como ferramentas para eleger candidatos inescrupulosos. A voz dessas pessoas precisa ser ouvida no plenário da Câmara, e não silenciada pela troca do básico para a sobrevivência de uma família. O assistencialismo eleitoreiro é uma agressão direta à democracia.
As autoridades competentes, como o Ministério Público Eleitoral, devem ser provocadas com base nessas evidências de 2024. Se o crime de troca de votos ocorreu, os envolvidos têm que ser punidos com o rigor da lei, assim como as entidades que porventura tenham se prestado ao papel de laranjas eleitorais.
Sua Voz é Nossa Força: Denuncie!
O Notícias Cascavel continuará aprofundando esta investigação sobre o que ocorreu nas urnas de 2024 e não recuará diante de ameaças ou pressões. Mas precisamos da sua ajuda.
Se você tem provas, fotos, vídeos, áudios ou relatos de compra de votos na sua rua ou no seu bairro, fale conosco. Garantimos o sigilo absoluto da fonte.
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Equipe
Editor Chefe: Evandro Nicolao
Departamento Jurídico: Dr Moacir Vozniak
