Áudio Vazado Expõe Suposta Perseguição de Ex-Prefeito Leonaldo Paranhos Contra Servidor em Cascavel

Em mensagem de voz, Paranhos ordena a abertura imediata de um processo administrativo contra o servidor Brandão por críticas feitas em grupos de mensagens.
Um áudio atribuído ao ex-prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos, gravado durante seu mandato, veio à tona e levantou graves suspeitas de perseguição e retaliação dentro da prefeitura. A gravação revela uma ordem direta do então chefe do Executivo para punir um servidor municipal.
Na mensagem de voz, Paranhos se dirige a Vanilse Pohl, servidora de carreira do município, demonstrando forte irritação com um funcionário identificado como “Brandão”. O áudio deixa claro que o motivo da insatisfação do ex-prefeito não se tratava de uma infração funcional ou técnica, mas sim de críticas pessoais e políticas.
Indícios de Perseguição e Assédio Moral
A mensagem expõe uma situação controversa sobre a relação da antiga gestão com o funcionalismo público. A determinação sumária para a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) com base em críticas feitas em aplicativos de mensagens (“vive batendo em mim”) e na exposição de uma conversa, é apontada por críticos como uma evidência clara de perseguição.
A atitude sugere o uso da máquina pública e de ferramentas correcionais do município não para apurar infrações funcionais, mas como um mecanismo de vingança pessoal e intimidação contra vozes dissonantes.
O que diz a lei?
Especialistas em direito administrativo apontam que, embora os servidores públicos tenham deveres de lealdade e decoro, eles também possuem o direito à liberdade de expressão e à crítica política, especialmente fora do ambiente e horário de trabalho. A utilização de processos administrativos para silenciar denúncias ou críticas políticas fere os princípios da impessoalidade e da moralidade, pilares da administração pública estabelecidos na Constituição Federal.
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Editor Chefe: Evandro Nicolao
Departamento Jurídico: Dr Moacir Vozniak
