Luzes no Estádio, Sombras na Gestão: Como a Política de Sulina Quebrou uma Promessa de Honra

O Estádio do Progresso, principal palco esportivo de Sulina e casa de competições tradicionais como a Taça Iguaçu, e finalmente ganhou a tão sonhada iluminação. Para quem vê de fora, os refletores acesos representam um avanço para o esporte local. Mas, nos bastidores, a luz que ilumina o gramado também expõe uma trama de oportunismo, vaidade política e, sobretudo, uma promessa rompida.
O que a população de Sulina não sabe (ou o que tentaram esconder) é a verdadeira origem dos recursos que tornaram essa obra possível e o acordo moral que foi covardemente ignorado.
O Início e a Articulação
A história começou em uma noite qualquer, quando o então diretor de esportes do município, Cristiano, confessou a Evandro Nicolao que a iluminação do Estádio do Progresso era um dos maiores sonhos da população e da comunidade esportiva. Com trânsito político e vontade de ajudar, Evandro tomou a frente do desafio. Ele articulou diretamente com o Deputado Estadual Gugu Bueno, conseguindo viabilizar a emenda parlamentar que traria os recursos necessários para a cidade.
Evandro fez apenas uma exigência, pautada no respeito e na memória: queria que a obra homenageasse seu sogro, Carlos Dalcim, ex prefeito de Sulina, falecido há mais de 10 anos, colocando seu nome no estádio ou no sistema de iluminação. A resposta do poder público local? Um “sim” que, logo todos veriam, não valia nada.
A Vaidade no Palanque
Assim que a verba da emenda caiu nos cofres do município e a obra se concretizou, o acordo evaporou. O ex prefeito Paulo Horn, o atual prefeito Gilberto Rossi e o próprio diretor Cristiano não apenas descumpriram a palavra dada, como sequestraram a narrativa. Transformaram a entrega da iluminação em um palco para promoção pessoal.
Para piorar, a manobra contou com a complacência e participação ativa do Vereador Ariel Lorini, que endossou a maquiagem dos fatos para a população. Aos olhos do povo, as autoridades locais haviam “conquistado” a iluminação. Nos bastidores, eles apenas colheram os frutos de uma articulação feita por terceiros, apagando a história real e a homenagem prometida.
A Linha do Tempo da Traição
O Pedido Inicial: O diretor de esportes Cristiano confidencia a Evandro Nicolao que a iluminação do estádio era um sonho antigo de Sulina.
A Busca pelo Recurso: Evandro aciona o Deputado Estadual Gugu Bueno e garante a emenda, sob a promessa de que o ex prefeito Carlos Dalcim seria homenageado.
A Execução da Obra: O dinheiro chega e o Estádio do Progresso finalmente é iluminado, tornando o local palco de grandes eventos esportivos.
O Desfecho: O ex prefeito Paulo Horn, o atual prefeito Gilberto Rossi, Cristiano e o vereador Ariel Lorini assumem a “paternidade” da obra, ignoram a articulação de Evandro e enterram a homenagem a Dalcim.
O Medo da Memória
A grande pergunta que ecoa nas ruas de Sulina é: qual seria o problema em homenagear um ex prefeito que já é falecido há mais de uma década?
Carlos Dalcim construiu sua história no município. Dar o seu nome à iluminação ou ao estádio não custaria um centavo aos cofres públicos. Custaria apenas reconhecimento. No entanto, a mesquinhez política falou mais alto. Ao negarem a homenagem, os atuais mandatários demonstraram um temor irracional da memória de um homem que não é mais um adversário político, mas sim parte da história de Sulina.
O Estádio do Progresso está iluminado, e isso é excelente para os jovens talentos, para o futebol amador e para as famílias de Sulina. Mas a população tem o direito e a necessidade de saber a verdade. Os recursos vieram do Estado via Deputado Gugu Bueno graças ao esforço de Evandro Nicolao.
A atitude do grupo político liderado pelo ex prefeito Paulo Horn e pelo atual prefeito Gilberto Rossi, apoiado pelo vereador Ariel Lorini e por Cristiano, deixa uma lição amarga: na política de Sulina, o brilho dos refletores ainda é usado para ofuscar a falta de palavra. Um homem público que não honra o que combina nos bastidores, dificilmente honrará o que promete em praça pública.
Equipe
Editor Chefe: Evandro Nicolao
Departamento Jurídico: Dr Moacir Vozniak
