Henrique Mecabô Sem Apoio Político e Isolado na Vice-Prefeitura

Henrique Mecabô Sem Apoio Político e Isolado na Vice-Prefeitura
Publicado em 20/05/2026 às 13:26

Os bastidores da política de Cascavel revelam um cenário de absoluto desgaste e isolamento para o vice-prefeito Henrique Mecabô. O que antes era visto como uma promessa de renovação parece ter esbarrado na total falta de articulação e, principalmente, de resultados práticos para o município. Fontes ligadas ao primeiro escalão do governo municipal relatam um episódio recente que resume o atual momento de Mecabô: em um jantar, o vice-prefeito foi cobrado de forma ríspida por duas figuras centrais da administração. A mensagem foi clara e direta: “Acabou a brincadeira de videozinhos de internet. Se coloque no seu lugar de vice-prefeito, vá trabalhar e assuma a Secretaria de Educação”.

O choque de realidade deixou o viceprefeito sem reação e teve desdobramentos imediatos. No dia 11 de maio, o seu principal assessor, Maycon Corazza, deixou o cargo que ocupava na administração municipal, cujo salário passava dos 12 mil reais. O desembarque do assessor deixa Mecabô politicamente isolado e expõe a fragilidade de sua sustentação no governo.

Um Mandato de Custo Alto e Pouco Resultado

Ao analisar o período de um ano e meio de Mecabô na viceprefeitura, a pergunta que fica na mente do cidadão cascavelense é: qual foi a real contribuição dele para a cidade? A resposta, diante dos fatos, é alarmante. Durante todo esse tempo, o viceprefeito demonstrou um profundo desalinhamento com a gestão municipal e uma inércia preocupante:

  • Falta de representatividade: Não buscou agendas em Brasília ou Curitiba para articular melhorias.
  • Zero recursos: Não viabilizou nenhuma verba ou emenda expressiva para o município.
  • Ausência de liderança: Recusou ou não foi capaz de assumir qualquer função de relevância estratégica na prefeitura até o momento.

Enquanto a produtividade do viceprefeito se manteve nula, o custo de sua estrutura continuou pesando no bolso do contribuinte. Todo dia primeiro do mês, o salário de mais de 22 mil reais caiu integralmente na conta de Mecabô, sem que a contrapartida em trabalho fosse entregue à população.

O Funil Eleitoral e o Destino na Secretaria de Educação

O isolamento de Mecabô se estende para o âmbito partidário e eleitoral. Dentro do partido Novo, as projeções para as próximas eleições federais são realistas e desenham um cenário difícil para o vice-prefeito. A expectativa é de que a sigla conquiste duas cadeiras para deputado federal no Paraná. No entanto, as pesquisas internas da própria legenda apontam o pré-candidato Jeffrey Chiquini e o vereador de Curitiba, Guilherme Kilter (que arrastou mais de 16 mil votos na última eleição municipal), como os favoritos absolutos para essas vagas.

Com a barreira dos 50 mil votos parecendo um objetivo distante e sem base política sólida para sustentar uma candidatura competitiva, Henrique Mecabô se vê encurralado. Diante do esvaziamento de seu gabinete e da falta de opções, a tendência natural é que ele engula o orgulho, deixe de lado as postagens superficiais de internet e finalmente assuma a Secretaria de Educação, aceitando a missão que lhe foi imposta pelo primeiro escalão para tentar justificar, de alguma forma, o espaço que ocupa na política local.

Equipe

Editor Chefe: Evandro Nicolao

Departamento Jurídico: Dr Moacir Vozniak

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