Sem Transparência: Assessor da Casa Civil do Paraná é Investigado por Movimentar 5,7 Milhões

Sem Transparência: Assessor da Casa Civil do Paraná é Investigado por Movimentar 5,7 Milhões
Publicado em 18/05/2026 às 8:28

A corrupção volta a assombrar de forma vergonhosa os corredores do poder estadual. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, conhecido como Gaeco, deflagrou na sexta feira (15) a Operação Enigma. O alvo principal da ofensiva policial é Luiz Roberto Costa, o Beto Costa. Ele é ex prefeito da cidade de Goioerê e, até ser pego na mira das autoridades, ocupava um cargo comissionado de grande influência no alto escalão do atual governo estadual. As acusações que pesam sobre ele são gravíssimas e envolvem crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e sonegação fiscal.

Os números levantados pelos investigadores impressionam e revelam a audácia do suposto esquema. Os promotores apontam uma evolução patrimonial totalmente incompatível com a renda oficial de um servidor público. Foram rastreados aproximadamente 5,7 milhões de reais sem qualquer origem comprovada. Desse montante assustador, quase um milhão de reais circulou em dinheiro vivo, em espécie, uma tática clássica de quem tenta esconder o rastro da ilegalidade burlando o sistema financeiro.

A farra com os recursos não para por aí. O Gaeco também identificou saques e movimentações financeiras milionárias feitas por meio de cheques e transações obscuras que ultrapassam a assombrosa marca dos 11,9 milhões de reais. Tudo isso foi feito às escuras, sem a identificação dos destinatários finais dos recursos, o que reforça fortemente a tese de ocultação de patrimônio e lavagem de ativos operando sob as barbas da atual administração do estado.

Para tentar conter a sangria e resguardar os cofres, a Justiça determinou o bloqueio de espantosos 21,5 milhões de reais em bens ligados ao investigado. Isso inclui o confisco de contas bancárias, imóveis e veículos de luxo apreendidos durante o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão. A operação vasculhou endereços em Goioerê e também cruzou a fronteira, chegando à luxuosa Balneário Camboriú, em Santa Catarina, devassando ainda escritórios de contabilidade que supostamente maquiavam os números do esquema. Computadores, celulares e anotações apreendidos prometem revelar ainda mais podridão nas próximas fases da perícia.

Mas o buraco parece ser muito mais profundo do que um simples caso isolado. Beto Costa é apenas a ponta do iceberg de um problema estrutural que aparenta contaminar a máquina pública. Investigações e denúncias recentes apontam que existem outros assessores e nomes atrelados ao governo do Paraná que estão sendo ativamente investigados por irregularidades e esquemas espúrios na rica região Oeste do Paraná. O cerco policial se fecha dia após dia e revela indícios fortes de uma possível rede de influência, desvio e corrupção instalada nas principais engrenagens do estado.

Diante de denúncias tão pesadas, quantias exorbitantes de dinheiro não declarado circulando livremente e bloqueios milionários decretados pela Justiça, a indignação toma conta. A sociedade paranaense não tolera mais desculpas vazias e exige respostas firmes e transparentes. Com o avanço das operações contra membros comissionados e o fantasma das investigações assombrando o Oeste do estado, uma pergunta inevitável e indigesta ecoa pelos corredores da política e clama por uma resposta sincera. Quantos estão sendo protegidos pelo Governador? A impunidade não pode continuar sendo a regra, e o povo merece saber exatamente toda a verdade que se esconde a portas fechadas nos gabinetes do poder.

Equipe

Editor Chefe: Evandro Nicolao

Departamento Jurídico: Dr Moacir Vozniak

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