Vexame em Cascavel: Servidores Quase Saem no Soco na Secretaria de Finanças

Na tarde do dia 29 de abril de 2026, o expediente na Secretaria de Finanças de Cascavel foi interrompido por um episódio inusitado que ilustra a desordem nos corredores da administração municipal. O ambiente destinado à gestão do dinheiro público virou palco para um embate acalorado entre servidores.
O servidor Alexandre Antonio Scussiatto foi até a sala do Diretor de Tributos, Evandro Marcelo Teixeira. Testemunhas relatam que o diálogo começou de forma amistosa, mas logo escalou para uma discussão generalizada. A gritaria elevou os ânimos e chamou a atenção de outros funcionários e até mesmo de contribuintes que aguardavam atendimento no local.
O ápice do descontrole ocorreu quando o diretor Evandro desafiou Alexandre para resolverem a questão fora da prefeitura, sugerindo um acerto de contas após as 17 horas. O embate só não avançou para vias de fato graças à intervenção direta do Secretário de Finanças, Jorsilei de Oliveira Guerreiro, que precisou agir de forma enérgica para encerrar o vexame público.
Para entender o que motiva essa confusão, é preciso olhar para o histórico recente das decisões tomadas nos gabinetes. Evandro Marcelo Teixeira é figura conhecida nos corredores do poder por ter atuado como relator do Conselho do Contribuinte no polêmico caso que resultou em um generoso desconto de impostos para a instituição UNIVEL. Existem fortes rumores de que antigas divergências sobre a condução das políticas tributárias, somadas a possíveis descontentamentos sobre favores fiscais e despachos internos, tenham sido o estopim para essa explosão de raiva.
O episódio protagonizado em pleno horário de trabalho escancara a bagunça administrativa e a total quebra de decoro dentro da prefeitura de Cascavel. Quando figuras que deveriam zelar pela arrecadação perdem a compostura e ameaçam resolver suas diferenças com violência nas ruas, a credibilidade da gestão pública sofre um golpe duro. O clima interno reflete uma verdadeira panela de pressão, onde interesses coletivos correm o risco de ficar em segundo plano diante de desavenças pessoais e suspeitas de favorecimento.
A população de Cascavel assiste perplexa a essa completa falta de profissionalismo. Resta saber se o poder executivo tomará medidas disciplinares severas contra os envolvidos ou se o caso será abafado, perpetuando a incômoda sensação de que a sede do governo municipal perdeu completamente o rumo e o controle sobre seus próprios comandantes.
Equipe
Editor Chefe: Evandro Nicolao
Departamento Jurídico: Dr Moacir Vozniak
