Cascavel: Onde o Lixo Se Multiplica e os Políticos Desaparecem

Cascavel enfrenta um verdadeiro estado de abandono. Com 45 dias do novo governo, o Secretário de Meio Ambiente, Ailton Lima, que já fazia parte da gestão anterior, parece preso em um ciclo de ineficiência. Recentemente, uma denúncia da Rua Ébano, no bairro Melissa, revelou um verdadeiro lixão ao lado do Centro da Juventude do Interlagos. A cada dia surgem novas queixas, mas o secretário ainda não se manifestou para explicar a situação. A pergunta que fica é: ele realmente perdeu o mapa ou as prioridades?





Os índices de dengue e chikungunya são alarmantes. Em 2024, Cascavel já ultrapassou os 30.000 casos de dengue, conforme dados do governo do Paraná. A responsabilidade por essa crise não pode ser atribuída apenas à população, pois a limpeza da cidade requer ação governamental. O ex-prefeito Leonaldo Paranhos sempre se mostrou acessível, deixando seu telefone particular disponível para a população fazer suas reclamações. Agora, o que se vê são prefeito, secretários e vereadores jogando esconde-esconde com os eleitores, e o resultado é um cenário desolador.

Recentemente, alguns vereadores foram até o aterro sanitário, mas não para resolver problemas. A visita parecia mais uma oportunidade para cliques e likes no Instagram do que uma ação efetiva. O presidente da Câmara, por sua vez, não pauta as denúncias e parece ter esquecido o significado de humildade. E o prefeito? Aparentemente, não possui pulso firme para lidar com seus secretários, criando um ambiente onde as denúncias desaparecem como mágica. A secretária de comunicação, por sua vez, limita-se a reproduzir notas à imprensa, como se estivesse em um trabalho escolar, sem apresentar soluções concretas.



Embora o secretário Ailton Lima apareça na TV para dar entrevistas, suas ações se restringem a postagens de funcionários apenas aparando mato em locais públicos. O que os cidadãos de Cascavel realmente desejam é um governo que atue de forma eficaz e resolutiva.

Hoje, ouvi duas senhoras comentando que o lixo só se acumula e que os políticos sumiram logo após as eleições. A situação crítica exige uma reflexão: quantos casos de dengue mais terão que surgir devido à inação do secretário Ailton Lima? E quantos cascavelenses precisarão sofrer ou até mesmo perder a vida antes que medidas efetivas sejam tomadas? A hora é de ação: ou o secretário trabalha, ou deve pedir para sair.
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Editor Chefe: Evandro Nicolao
Departamento Jurídico: Dr Moacir Vozniak
