Fato ou Fake no Paço: Ou assumem que a liderança na educação é mentira, ou admitem que o título de segunda melhor cidade era falso

Fato ou Fake no Paço: Ou assumem que a liderança na educação é mentira, ou admitem que o título de segunda melhor cidade era falso
Publicado em 07/01/2026 às 14:02

A máquina de publicidade da Prefeitura de Cascavel começou o ano a todo vapor, soltando fogos de artifício para anunciar uma conquista dita histórica. O município celebra ter alcançado o maior VAAR (Valor Anual por Aluno Resultado) do Paraná para 2026. Segundo o discurso oficial, esse “troféu” é fruto do trabalho impecável de 2025, quando a rede municipal teria cumprido religiosamente as cinco condicionalidades do MEC para colocar a mão na verba. Até aí, tudo lindo, um verdadeiro comercial de margarina financiado com dinheiro público.

No entanto, a narrativa triunfalista esbarra em um “pequeno” detalhe, daqueles que a gestão municipal prefere varrer para baixo do tapete persa do gabinete. O mesmo Instituto Áquila, que até ontem era tratado como o oráculo da verdade ao conceder a Cascavel o título de “segunda melhor cidade do Brasil para se viver”, agora traz um choque de realidade. Na atualização dos dados, a nossa “Metrópole do Oeste” aparece amargando a 15ª colocação.

A situação cria um paradoxo delicioso e constrangedor. O Instituto Áquila não utiliza bola de cristal; ele alimenta sua plataforma IGMA com Big Data, Inteligência Artificial e, o mais importante, dados públicos e oficiais de todos os 5.568 municípios brasileiros. Ou seja, a fonte é a mesma. A metodologia é a mesma. O que mudou foi o resultado. E aí fica a pergunta que não quer calar nos corredores do Paço: quando o algoritmo nos coloca em segundo lugar, ele é genial e merece outdoor; quando nos joga para o décimo quinto, ele “estragou”?

Se a coleta de dados é feita através de algoritmos próprios que consolidam informações oficiais, temos apenas duas opções lógicas, e nenhuma delas é agradável para o marketing da gestão Renato Silva. Ou a atual administração deixou a peteca cair vertiginosamente, transformando a “segunda melhor cidade” em apenas mais uma na multidão em tempo recorde, ou o título anterior, ostentado com tanto orgulho e vaidade, não passava de uma doce ilusão, talvez até um “fake” institucionalizado.

É curioso observar como a régua do sucesso é elástica. Para o VAAR, a Prefeitura enche o peito e grita aos quatro ventos. Para o ranking do Áquila, que agora nos rebaixa, reina um silêncio sepulcral. Afinal, se o Instituto estava certo antes, está certo agora, e Cascavel despencou. Se ele está errado agora, então o título de “segunda melhor” também não valia o papel em que foi impresso. Fato ou Fake, eis a questão que a Prefeitura, entre uma festa e outra, precisa responder antes que a realidade derrube mais um slogan.

Equipe

Editor Chefe: Evandro Nicolao

Departamento Jurídico: Dr Moacir Vozniak

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